Professora perseguida por ativistas ateus por atividade da Páscoa


Um grupo de ativistas ateus, agnósticos e não-teístas está pedindo uma investigação sobre uma professora que incorporou uma imagem de livro para colorir de Jesus acompanhada por uma passagem das Escrituras em seu planejamento de aula.

A entidade ateísta Freedom From Religion Foundation (FFRF), uma organização sem fins lucrativos que defende uma visão distorcida da laicidade do Estado, enviou uma carta ao superintendente das escolas do condado de Lawrence, no Alabama (EUA), em 21 de julho, criticando o fato de uma professora da primeira série ter “ensinado sobre Jesus Cristo e a Páscoa, e fornecido aos alunos páginas de livros religiosos para colorir e levar para casa”.

A página do livro para colorir em questão apresentava uma imagem de Jesus Cristo junto com as palavras “Jesus está vivo” e incluía uma referência a Marcos 16:6 , uma passagem bíblica que discute a ressurreição de Jesus.

A carta da entidade ateísta ao superintendente Jon Bret Smith teria sido motivada pela reclamação de um pai, que afirmou que a página do livro de colorir “não estava incluída no currículo da turma” à qual seu filho está matriculado na Escola Primária de Moulton.

O representante da FFRF, Christopher Line, disse que o objetivo da carta era “solicitar que o Distrito investigue imediatamente e garanta que [a professora] e quaisquer outros professores do distrito não estejam mais ensinando aulas religiosas aos alunos, distribuindo materiais religiosos aos alunos, ou de outra forma doutrinar os alunos em uma determinada crença religiosa”.

“O Distrito deve garantir que nenhum de seus funcionários esteja doutrinando estudantes de forma ilegal e inadequada em assuntos religiosos, dando tarefas religiosas, ensinando sobre religião ou promovendo suas crenças religiosas pessoais”, exigiram os ativistas ateus.

“Pedimos que o Distrito investigue imediatamente essa situação e garanta que [a professora] cumpra totalmente a Cláusula de Estabelecimento e pare de violar os direitos de seus alunos e pais”, acrescentaram.

Os ativistas ateus também cobraram que o superintendente escrevesse quais seriam as “medidas que o distrito tomará para corrigir esta grave violação constitucional para que possamos notificar nosso reclamante”.

Superintendente defendeu professora

De sua parte, Smith afirma que a professora não fez nada de errado: “Do meu ponto de vista, uma investigação não se justifica” porque a professora estava “ensinando no curso de estudo”.

Em entrevista ao The Decatur Daily, o superintendente disse ainda que “todo professor no estado do Alabama é encarregado de ensinar completamente o curso de estudo […] da primeira série”.

Um dos tópicos do Curso de Estudos do Alabama para Estudos Sociais da Primeira Série afirma que os alunos “identificarão tradições e contribuições de várias culturas na comunidade local e no estado”, com exemplos específicos de tais “tradições e contribuições” incluindo o Natal, Hanukkah, Dia da Independência dos EUA e outras datas.

Referindo-se ao tópico nº 11, o superintendente pontuou que “se o Natal, o Hanukkah e o Kwanzaa estão lá, também está a Páscoa”.

“Estamos definitivamente cobertos pelo curso de estudo. Queremos garantir que as discussões em sala de aula sejam baseadas no curso de estudo. Ensinamos o que foi aprovado pelo estado”, finalizou.





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