‘Abortistas’ travam guerra contra deputada que quer CPI do aborto


A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), de Santa Catarina, está enfrentando uma enorme pressão para conseguir instalar na Câmara local o que está sendo divulgado como a “CPI do Aborto”. A iniciativa é uma reação ao polêmico caso da menina de 11 anos que abortou, após engravidar de um garoto de 13.

Campagnolo iniciou a coleta de assinaturas oficiais para a instalação da CPI. Das 14 necessárias, ela já obteve 21. Contudo, os abortistas resolveram reagir para tentar impedir que o presidente da Assembleia Legislativa de SC, Moacir Sopelsa, autorize o início da comissão.

“Abortista”, ou “abortistas”, são expressões utilizadas popularmente para se referir a pessoas que defendem o aborto como um direito de escolha, o que para os conservadores pró-vida, equivale a defender a morte deliberada de bebês no útero materno.

Neste sentido, 18 defensores públicos assinaram um documento que foi encaminhado para Moacir Sopelsa, onde eles se posicionam contra a CPI do Aborto. São agentes públicos de vários estados do Brasil que, na prática, estão tentando interferir via pressão ideológica, no legislativo catarinense.

“As notícias que sugerem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no âmbito dessa Assembleia Legislativa (‘CPI do aborto’) são, a nosso ver, alarmantes”, dizem os defensores.

Sem abordar os detalhes do mérito da comissão defendida por Campagnolo, que dizem respeito a supostas ilegalidades no trâmite do caso da menina de 11 anos, os agentes públicos alegam mera preocupação com os “direitos humanos”.

“A iniciativa se legitima em um discurso que busca retroceder nos direitos e garantias duramente conquistados pelas mulheres e meninas nos últimos anos, afrontando as diretrizes consagradas nos tratados internacionais de direitos humanos”, diz o documento assinado, segundo a Gazeta do Povo.

Ana Caroline Campagnolo, por sua vez, fez um abaixo-assinado para reunir apoio popular para a sua CPI. Até o fechamento dessa matéria, ele já conta com mais de 46 mil assinaturas.

Ela sustenta em seu pedido para a CPI do Aborto que é preciso investigar, por exemplo, como um caso que tramitava em caráter sigiloso na Justiça veio a público; se houve ou não crime de estupro; por qual motivo algumas informações foram supostamente omitidas. Para saber mais sobre este caso, veja:

Após pressão, menina de 11 anos aborta bebê; pai seria um menino de 13, o namorado

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