Bíblia como escudo contra ativistas LGBT: igreja irrita militância


Uma igreja evangélica em Aracruz (ES) se manifestou contra a agenda LGBT com um anúncio outdoor na fachada de seu templo, ilustrando a Bíblia Sagrada como um guarda-chuva que protege a família da doutrinação progressista.

A Primeira Igreja Batista em Aracruz (Pibara) passou a ser atacada nas redes sociais, assim como em portais de notícia de viés ideológico de esquerda, por conta da iniciativa.

No outdoor a Pibara defende que “a Bíblia é a única proteção contra o ativismo LGBTQIA+”. A iniciativa foi elogiada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP): “Parabéns ao pastor da igreja por se posicionar. Ativismo LGBT nada tem a ver com defesa dos gays, mas sim em usá-los como massa de manobra política para a esquerda chegar ao poder e destruir a igreja”.

Em entrevista recente, o pastor Luciano Estevam Gomes, que dirige a Pibara, afirmou que a postura adotada é uma forma de encorajar outras igrejas a se posicionarem: “Não podem ficar caladas”, encorajou.

Segundo Gomes, o ativismo LGBT vem inserindo sua doutrinação “nas escolas, nas propagandas, nos filmes, nos desenhos”, e por isso as igrejas não podem ficar preocupadas com “os elogios da sociedade ou críticas”.

“Nós precisamos separar o que é política e o que são as verdades bíblicas. As verdades bíblicas precisam ser pregadas como sempre foram pregadas em toda a Bíblia: por exemplo, os profetas denunciavam as falhas de reis, autoridades e do povo de um modo geral. Eles não ficavam preocupados que iam ser mortos, perseguidos ou cancelados. A Igreja precisa denunciar o pecado. Não adianta cair nessa ladainha de que ‘a igreja precisa pregar sobre o amor’. O amor do Senhor é um amor transformador. Ele não é um amor que se acomoda”, argumentou o pastor.

Para Gomes, é importante estar preparado para as retaliações e saber lidar com esses ataques “em oração”, mas “sem muito alarde”:

“A gente entende que devemos levar isso sem muito alarde, em oração, sabendo que precisamos dizer sim que a Bíblia é a única contra esse ativismo. Evidentemente, quando eu falo sobre ativismo LGBT, eu não estou falando nada sobre a homossexualidade. Quem tem o mínimo de interpretação de texto vai ver isso na mensagem. E quem quer distorcer, acaba levando para o outro lado”, acrescentou, na entrevista concedida ao portal Pleno News.

A postura adotada pela Pibara se assemelha à adotada pela Igreja Batista Getsêmani, de Belo Horizonte (MG), que mantém uma escola confessional e rejeitou a ideologia de gênero. Por conta disso, seu dirigente, o pastor Jorge Linhares, foi intimado pelo Ministério Público a depor.

Quando compareceu ao MP, Linhares reiterou sua postura: “Nós só reafirmamos o que a Bíblia já fala: que Deus criou o homem e a mulher, e menino é menino, menina é menina, homem é homem, e mulher é mulher”.





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