Jovem é condenada a 50 anos de prisão por fazer aborto e agredir bebê


Uma jovem de 21 anos identificada como Lesly Lisbeth Ramírez, pegou a pena máxima de prisão após fazer um aborto e ainda cortar o pescoço do bebê, segundo informações divulgadas pela Promotoria de El Salvador, país onde o caso ocorreu.

A prática do aborto é proibida em El Salvador. No país, a Justiça classifica os casos onde a morte dos bebês no útero materno é provocada intencionalmente como “homicídio qualificado”.

Lado à Nicarágua, Honduras e República Dominicana, El Salvador é um dos quatro países latino-americanos que proíbem o aborto em qualquer circunstância, com penas que podem chegar a meio século de prisão.

Contudo, esta foi a primeira vez em que a sentença máxima foi aplicada a uma mulher. O Grupo Cidadão para a Descriminalização do Aborto, uma ONG feminista, protestou contra a decisão judicial.

“As organizações de mulheres rejeitam a decisão judicial e vão recorrer. Esta é a primeira vez na história que a pena máxima é aplicada desde que o aborto foi absolutamente criminalizado”, disse a entidade, em nota.

A Promotoria de El Salvador, contudo, segundo a Época, afirmou que a jovem, então com 19 anos na época do ocorrido, assassinou o bebê recém-nascido após causar vários ferimentos no pescoço dele com uma faca.

Os promotores também afirmaram que a mãe “ocultou a gravidez” e “teve um parto prematuro em casa”. Ou seja, neste caso foi apontado um agravante. A jovem, por sua vez, apontada como de origem pobre e moradora da zona rural, alegou que não sabia da gravidez.

“Senti que algo estava saindo de mim, estava escuro e não consegui ver o que era”, disse ela. Após este incidente, familiares de Ramirez chamaram a polícia para que ela fosse socorrida a um hospital. Veja também:

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