Especialistas apontam a erotização infantil como agravante para o aborto


O aborto na menina de 11 anos, realizado em Santa Catarina na semana passada, trouxe à tona mais uma vez uma série de debates sobre moralidade, proteção à vida e também a erotização infantil, apontada por alguns especialistas cristãos como um dos agravantes da gravidez precoce, consequentemente da morte de bebês no ventre materno.

A psicóloga cristã e escritora Marisa Lobo, pré-candidata à deputada federal pelo Paraná, escreveu um artigo onde explicou, por exemplo, como crianças e adolescentes são induzidos à prática sexual prematura, o que termina resultando em gravidez precoce.

“O que temos observado é o desenvolvimento de uma cultura de retrocessos no que diz respeito à erotização de crianças e adolescentes. Se antes havíamos compreendido que não basta ter um corpo preparado para manter uma relação sexual, mas também a mente (maturidade), essa compreensão, agora, parece estar sendo dissolvida”, diz Marisa.

A psicóloga explicou que a noção de infância e adolescência, desenvolvida e delimitada ao longo dos séculos, foi uma conquista em comparação ao passado. Ela também apontou a herança judaico-cristã como um marco nessa divisão em relação às fases da vida.

Contudo, para a especialista em Direitos Humanos e Saúde Mental, a cultura atual tem regredido ao difundir pautas como a dos “direitos sexuais das crianças”, que para Marisa representa uma espécie de preparação para a aceitação da pedofilia.

“De forma sutil, eles argumentam que as crianças devem ter cada vez maior autonomia ‘sobre seus corpos’. Daí, o que temos, na realidade, é uma apologia maliciosa, embora não explicita, à pedofilia”, diz a psicóloga.

“Lado a isso, a sexualização dos menores tem dado coro a esse discurso de ‘direitos sexuais infantis’. Isso acontece, por exemplo, sempre que vemos crianças expostas na TV com trajes erotizados, como se fossem adultos em miniatura”, destaca Marisa.

Consequências terríveis

O ex-Secretário Especial da Cultura e pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Mario Frias, também apontou a erotização infantil como um agravante por trás dos casos de aborto e gravidez precoce no país.

Ele lembrou, por exemplo, situações onde crianças foram incentivadas a dançar músicas eróticas, ao estilo “pancadão”, em plena sala de aula.

“As crianças dançam ao som de MC Pepeu: ‘Então menina se prepara, primeiro toma Jack, depois leite na sua cara. [email protected] treinada desce e vai na vara’”, lembra o ex-Secretário, se referindo a um dos vídeos viralizados nas redes sociais.

“A erotização infantil é um fenômeno social notável no Brasil. As consequências são terríveis: a vida sexual cada vez mais precoce, e uma epidemia de gravidez entre crianças e adolescentes, na faixa etária entre 10 e 17 anos”, observa.

“Acha bonitinho”

A psicóloga Marisa Lobo, por sua vez, também observou que a erotização infantil é estimulada pelos próprios pais em alguns casos. Isto é, não apenas pela TV e por celebridades que, segundo ela, ganham fama “empinando a bunda”.

“Isso também acontece quando a própria mãe, ou pai, acha ‘bonitinho’ a filha se vestir com roupas de adulto em miniatura, inclusive usando maquiagem e acessórios típicos de uma mulher sexualmente ativa. Com os meninos não é diferente, o que muda é o tom da ‘brincadeira’ e o estilo de vestimenta”, alerta Marisa no Pleno News.

Por fim, Marisa Lobo conclui fazendo uma série de questionamentos em relação ao papel dos pais na formação moral/comportamental dos filhos. Ela lembrou que a menina de 11 anos que fez aborto, por exemplo, engravidou de outra criança, um menino de 13 anos.

“Qual foi a responsabilidade da família sobre esse ocorrido? Houve ou não, portanto, negligência no cuidado dos menores?”, pergunta Marisa. Em todo caso, diz a especialista, que o aborto foi “uma tragédia dentro de outra. Essa é só uma das consequências de vivermos numa cultura onde a erotização infantil e à apologia aos ‘direitos sexuais das crianças” existem.”





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