Mesmo caçando os cristãos, Talibã nega que eles existam no Afeganistão


O grupo terrorista islâmico Talibã, aparentemente tem adotado a mentira como recurso para negar a existência de cristãos no Afeganistão. Isso, porque, segundo informações da organização Voice of America (Voz da América), os extremistas não estão querendo admitir que há seguidores de Jesus Cristo no país.

“Não há cristãos no Afeganistão. A minoria cristã nunca foi conhecida ou registrada aqui”, disse o porta-voz do Talibã, Inamullah Samangani, segundo a organização. Ele argumentou, porém, que outras minorias estão no país, e agindo livremente.

“Existem apenas minorias religiosas sikhs e hindus no Afeganistão que são completamente livres e seguras para praticar sua religião”, declarou o líder extremista.

Cristãos vivem escondidos

Diferentemente do que alega o Talibã, existe de 10 e 20 mil cristãos vivendo no Afeganistão, segundo a organização de vigilância religiosa International Christian Concern. A informação foi confirmada por Claire Evans, da Voice of America.

“A ICC está em comunicação direta com várias famílias atualmente escondidas do Talibã. Alguns estão em uma situação bastante séria, com o Talibã realizando varreduras em bairros ou distritos inteiros”, disse ele.

Evans explicou que o fato dos cristãos não serem vistos pelo Talibã é mais do que esperado, tendo em vista o risco de vida que eles correm. Desde que retomou o poder em Cabul, o grupo terrorista tem imposto o cumprimento das leis islâmicas de forma literal no país.

“Eles [os cristãos] estão profundamente amedrontados e fortemente visados ​​pelo Talibã. Se forem pegos, suas vidas e de seus entes queridos correm risco imediato”, disse Evans.

Não por acaso, o Afeganistão assumiu este ano a 1ª colocação na lista mundial de perseguição religiosa da Portas Abertas, superando a Coreia do Norte, que liderava o ranking de 50 países há mais de 20 anos.

O pedido de organizações como a Voice of America é para que os governos mundiais se mobilizem em prol das minorias religiosas, impondo sansões que sirvam para pressionar os extremistas no sentido de permitirem que a liberdade religiosa seja respeitada.





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