Escola é processada por “homotransfobia” ao alertar sobre ativismo LGBT


Como o GospelMais vem noticiando há anos, o ativismo LGBT+ se utiliza de vários recursos para conseguir influenciar crianças e adolescentes, sendo o uso dos símbolos um desses meios. Pensando nisso, uma escola católica particular de Itaúna (MG) resolveu fazer um alerta aos pais dos seus alunos, neste sentido.

Contudo, a escola foi denunciada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), sendo acusada de discriminação contra o público LGBT+. Para o MP, a iniciativa da unidade “caracteriza-se como patente discurso de ódio de cunho homotransfóbico”.

Em seu alerta enviado exclusivamente aos pais dos alunos, a escola explicou que os conceitos associados a símbolos como unicórnios, caveiras, arco-íris e o rosto do líder comunista Ernesto Che Guevara, contrariam os princípios e valores cristãos, motivo pelo qual os estudantes não deveriam utilizar.

Esses símbolos normalmente são impressos em roupas, cadernos, mochilas e em outras peças de uso comum, tais como adereços de decoração. Como o objetivo é influenciar de forma sutil a percepção das crianças, os ativistas LGBT+ retratam essa simbologia de forma infantilizada, o que dificulta identificação dos pais mais desavisados.

Escola confessional

A escola acusada nega qualquer prática de discriminação, argumentando que se trata de uma unidade “confessional católica que tem sua Identidade e missão fundamentadas no Evangelho, em profunda sintonia com as orientações da Igreja Católica Apostólica Romana”, segundo a Gazeta do Povo.

Chama atenção, contudo, o fato do Ministério Público alegar que o posicionamento contrário às ideologias do movimento LGBT+ seriam, por si só, um ato de discriminação capaz até de invalidar o direito à liberdade religiosa.

Ou seja, na prática, uma vez que tal alegação se volta contra uma escola cristã confessional, isto pode colocar em xeque até mesmo a pregação religiosa nas igrejas, visto que o MP faz parecer que, considerar a visão de mundo do público LGBT+ um erro, tanto do ponto de vista teológico quanto do científico, seria um crime e não um direito à liberdade de expressão e crença.

Isto fica patente na parte da ação em que o MP diz o seguinte, com destaque nosso: “O Colégio requerido deverá ser civilmente responsabilizado pela propagação de discurso preconceituoso e discriminatório contra a comunidade LGBTQIA+, discurso que não encontra respaldo na liberdade religiosa e tampouco na liberdade de expressão, na medida em que seu teor atinge direitos fundamentais de grupo de pessoas vulnerabilizadas socialmente”.

Com base nisso, o MP pede que a escola pague uma indenização de R$ 500 mil, os quais seriam destinados a “entidades representativas de pessoas LGBTQIA+” ou ao Fundo Especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (FUNEMP). O caso ainda será julgado.





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