Radicais Fulani matam 3 pessoas, queimam igreja e mais de 20 casas


Viver em um país como a Nigéria não é algo fácil para quem segue a doutrina cristão. Nessa região, os cristãos estão sujeitos a serem vítimas de ataques covardes e violentos por parte de grupos éticos como o Fulani, composto em sua maioria por muçulmanos, muitos deles radicalizados.

Em um caso recente, os moradores da aldeia de Ariri, no distrito de Miango, se depararam com mais um ataque onde três pessoas foram mortas e dezenas de casas foram incendiadas, incluindo o edifício de uma igreja cristã local, a Evangelical Church Winning All (ECWA).

“Os Fulani mataram meu pai e meu irmão durante o ataque”, disse um morador. “Meu vizinho também foi morto, e minha irmã foi ferida a bala.”

O grupo Fulani é composto majoritariamente por agricultores que usam argumentos políticos para atacar os cristãos locais, alegando direitos sobre as propriedades. Contudo, há um contexto religioso por trás desses ataques, onde o real fator é a intolerância religiosa à presença dos cristãos.

No mês de março, por exemplo, vários ataques semelhantes foram relatados. Um jovem cristão local contou detalhes, segundo informações da rede cristã CBN News.

“Na segunda-feira (29 de março), cinco foram mortos no distrito de Kwall, na terça-feira (30 de março), dois foram mortos na vila de Kpatenvie, perto da cidade de Jebbu Meyango, e na quinta-feira (31 de março), quatro foram mortos em um local de mineração em Meyango”, disse o rapaz.

Não por acaso, a Nigéria ocupa atualmente a 7ª posição na lista mundial de perseguição religiosa da organização Portas Abertas. Em 2019, um dos anos mais terríveis para os cristãos, a entidade chegou a falar em genocídio cristão no país, ignorado pelas autoridades mundiais.

Parte do problema tem a ver com a cumplicidade do próprio governo nigeriano, que parece não dar a devida importância à perseguição religiosa local.

“Em grande parte do norte da Nigéria, os cristãos vivem suas vidas sob a constante ameaça de ataque do Boko Haram, da Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), militantes Fulani e criminosos que sequestram e assassinam com poucas consequências”, disse a organização.





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