Pastor Rodrigo Mocellin processado por críticas ao movimento LGBT


Críticas feitas pelo pastor Rodrigo Mocellin ao movimento LGBT por ocasião do “cancelamento” do jogador de vôlei Maurício Souza renderam a ele um processo por homofobia.

Em seu canal no YouTube, Rodrigo Mocellin contextualizou suas críticas ao movimento LGBT, reiterou seu posicionamento contrário à intolerância desse grupo e pontuou que suas convicções pessoais e religiosas estão resguardadas pela Constituição.

“Estou sendo processado, acusado de homofobia, por causa desse tweet: ‘A marca da besta é esta: LGBT. Se não aceitá-la, você sofrerá sanções financeiras. O jogador rejeitou a marca e foi despedido’”, recapitulou.

O pastor da Igreja Resgatar, de Guaratinguetá (SP), possui quase 300 mil inscritos em seu canal no YouTube, e costuma publicar séries de sermões sobre diversos temas. A respeito de sua analogia, ele explicou:

“A besta de Apocalipse representa um ser escatológico que há de perseguir o povo de Deus exigindo adoração. Aqueles que não se curvarem à besta não poderão comprar ou vender, diz o texto bíblico”.

“Ou seja: todos aqueles que não se sujeitarem à besta terão dificuldade de negociar. Então, eu peguei essa ideia e apliquei ao movimento LGBT, porque tem tudo a ver. Simplesmente porque alguém decidiu expressar sua opinião, que os contraria, eles não hesitaram de arrancar um emprego de um pai de família”, acrescentou.

Intolerância

Uma constatação recorrente foi compartilhada pelo pastor: “Muitos gays não se identificam com o movimento [LGBT] por ver nele um grupo cruel e intolerante, que faz de tudo para destruir a vida daqueles que ousam não prestar continência a eles. Até arrancar um emprego de um pai de família, ou arrancar a liberdade de um pastor”.

O pastor Rodrigo Mocellin garantiu que, na audiência, irá sustentar seu posicionamento: “Vou confirmar diante do juiz o que eu disse: hoje o movimento LGBT é um dos grupos mais intolerantes que existe. Experimente discordar dele – discordar, só – e veja o que é fúria”.

“’No Brasil, você pode insultar o presidente, difamar pastores, zombar do cristianismo das maneiras mais agressivas possíveis, fazer piada de tudo, você só não pode discordar do movimento LGBT: eles são sensíveis’. Discordar deles é homofobia para eles”, protestou.

O segmento evangélico costuma ser rotulado pelo movimento LGBT como intolerante, mas na realidade essa difamação não se confirma: “Homofobia seria o ódio aos gays, incitar violência contra os gays. Eu já fui em tudo que é tipo de igreja, eu já vi todo tipo de aberração em igreja evangélica, mas eu nunca vi discurso de ódio contra gay, ou jamais vi algum pastor incitando violência contra gays, de forma alguma. Pelo contrário: ninguém é mais amoroso com os gays do que os cristãos”.

É pecado, e a Bíblia Sagrada reprova, relembrou o pastor: “Nós cremos que o homossexualismo é pecado, assim como cremos que adultério é pecado, que mentira é pecado, que todas essas atitudes são comportamentos pecaminosos. Se expor o que nós cremos, como garantido pela Constituição, se expor nossa opinião religiosa e chamar pecado pelo nome fosse discurso de ódio, estaríamos em ódio contra todo o mundo”.

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