Bolsonaro ganha seguidores no Telegram; pastor reage contra Moraes


A polêmica decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes contra o aplicativo Telegram, determinando o seu bloqueio em todo o Brasil na última sexta-feira, fez surgir uma onda  generalizada de críticas ao juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como o que parece ser um efeito adverso ao esperado.

Isso, porque, desde que houve a decisão, o presidente Jair Bolsonaro ganhou cerca de 100 mil novos seguidores no Telegram até então. O chefe do Executivo teve a remoção de uma das suas publicações incluída nas exigências do STF para que o aplicativo voltasse a operar no Brasil.

Além disso, Moraes também despertou a ira do pastor Wilton Acosta, coordenador do Movimento Acorda Senado. Ele gravou um vídeo pedindo apoio para a realização do impeachment do magistrado, acusando o mesmo de ser uma “ameaça” à democracia no país.

“O ministro Alexandre de Moraes ele é hoje o único que coloca em ameaça o processo democrático brasileiro”, disparou o líder religioso da Igreja Sara Nossa Terra em Mato Grosso do Sul .

“Recuou a tempo”

Fundador do Telegram, o russo Pavel Durov emitiu uma nota após a decisão de Moraes, alegando que houve falha na comunicação da empresa com o STF. Ele pediu desculpas por não ter cumprido algumas determinações judiciais, como a exclusão de perfis ligados ao jornalista Allan dos Santos.

Com isso, Moraes revogou a decisão de suspender o Telegram no Brasil, enquanto o Ministério Público Federal deu um prazo de dez dias para a empresa explicar como combate supostas “fake news” em sua plataforma.

Para o presidente Jair Bolsonaro, por outro lado, Moraes revogou em tão pouco tempo a sua decisão porque sabia que seria derrotado no plenário do STF, por maioria de votos. Em tom irônico, o chefe do Executivo disse que o ministro “recuou a tempo” para não sofrer a derrota.

“Isso é um crime fazer isso daí. É um ato, no meu entender, lamentável, que ele resolveu recuar a tempo”, disse o presidente durante entrevista para a Jovem Pan. “A ação caiu para a senhora Rosa Weber, que já era autora de uma jurisprudência, ou seja, o Alexandre de Moraes ia perder no plenário isso dai e resolveu recuar”.





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