Pastor diz que críticos do aborto devem ser “pró-vida do útero ao cosmos”


Debates sobre o aborto costumam ser bastante intensos e não é por acaso, tendo em vista que o assunto envolve a vida de seres humanos. Neste sentido, o pastor Igor Miguel, líder da Igreja Esperança, em Belo Horizonte (MG), fez uma colocação que dividiu opiniões nas redes sociais.

Isso porque, o pastor nivelou a luta contra o aborto à defesa do meio ambiente, argumentando que, da mesma forma como os “pró-vida” defendem o bebê humano no útero materno, devem também ter a mesma responsabilidade para com a natureza.

“O aborto é uma atrocidade, mas não pense que o descaso com o meio ambiente e o uso predatório de recursos naturais seja diferente. Quer ser pró-vida? Seja pró-vida do útero ao cosmos”, escreveu Igor Miguel em sua rede social.

Ele, que também é o presidente da Associação Kuyper de Estudos Transdisciplinares e diretor da ONG e-Missão, posteriormente fez outra publicação no mesmo sentido, relacionando a luta pela vida como algo mais amplo.

“Não há qualquer diferença moral entre interromper uma vida dentro do útero e matar ribeirinhos com câncer por metais pesados pelo garimpo ilegal. Há progressistas que militam pela segunda causa e conservadores pela primeira. Certos nas ênfases, errados no que ignoram”, disse o pastor.

Questionamentos

Um dos seguidores do pastor Igor apontou o que parece um erro comparativo em seu pensamento, argumentando que existe uma larga diferença entre os prejuízos e mortes resultantes do descaso com o meio ambiente, e a morte de bebês de forma deliberada.

“São coisas totalmente diferentes. Aborto é matar uma pessoa de forma direta, sem chance de defesa. É um homicídio na definição mais pura”, criticou o internauta através do perfil Felipe, explicando que o desrespeito ao meio ambiente também é um pecado, mas não moralmente comparável a quem decide pela morte de bebês estando ciente disso.

Em outras palavras, o internauta quis dizer, que, quem decide abortar, tem a consciência de que está optando pela morte de um ser humano, intencionalmente, diferentemente de alguém que, por exemplo, que pode não saber ou nem mesmo ser responsável pelo escoamento de “metais pesados pelo garimpo ilegal”.

Outro seguidor do pastor Igor também fez um questionamento semelhante ao de Felipe, apontando que o respeito à vida, o que inclui a preservação do meio ambiente, é algo necessário, mas diferente em nível de importância moral, de modo que o nivelamento da causa ambiental com a luta contra o aborto seria um equívoco.

“Creio que não foi uma afirmação feliz”, disse o seguidor de perfil Daniel Martins, ao comentar a postagem do pastor. “E entendo que não representa o que você pensa sobre o assunto!! Existe uma escala de prioridade e autoridade na criação que diferencia imensamente o ser humano da natureza”, disse o internauta.

O pastor Igor, por sua vez, insistiu em sua tese de que os prejuízos indiretos causados pelo descaso com a natureza teriam o mesmo grau de importância moral de quem decide pela morte de um bebê durante a gestação.

“Não tem prioridade, se uma barragem de rejeitos rompe, você mata gente (no rompimento e no rio Paraopeba que comunidades inteiras dependem pra viver). Se você aborta você mata gente. Não há qualquer diferença aqui não”, disse o pastor ao responder o seguidor Daniel.

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