Cuba entra na lista mundial de perseguição religiosa da Portas Abertas


Publicada anualmente pela organização Portas Abertas, a lista de perseguição religiosa de 2022 apresentou um novo país entre os 50 que mais perseguem cristãos no planeta. Dessa vez, Cuba apareceu na 37ª colocação, apontado como um país governado “pelo Partido Comunista, que busca controlar a igreja de acordo com a ideologia comunista“.

“O governo reage duramente contra vozes opositoras e manifestantes, então, quando líderes de igrejas ou ativistas cristãos criticam o regime, enfrentam prisão, fechamento de igrejas ou negócios e assédio do governo e de seus simpatizantes”, diz a Portas Abertas.

Conhecida e respeitada internacionalmente, a Portas Abertas atua há mais de 60 anos na luta pela preservação da liberdade religiosa ao redor do mundo, e não apenas dos cristãos. A entidade explica que o regime cubano avançou nos últimos anos no que diz respeito à intolerância religiosa, motivo pelo qual agora figura em sua lista.

Um dos destaques apresentados pela organização é a tentativa do regime cubano de controlar o funcionamento das igrejas, a exemplo do que ocorre em outros países comunistas, como a China.

“O registro para novas igrejas com frequência é negado, já que as autoridades querem controlar e limitar a influência da igreja — forçando muitas igrejas a operarem ilegalmente. Isso leva à imposição de penalidades, como a recusa completa para emissão das licenças, multas pesadas, confisco de propriedades ou até mesmo demolição ou fechamento de igrejas”, diz a organização.

A Portas Abertas explica que os cristãos críticos do comunismo cubano são os principais alvos da perseguição promovida pelo regime. Isso envolve católicos, mas principalmente os protestantes. Ou seja, há um componente político muito forte por trás da intolerância religiosa existente no país.

“Em 2021, Cuba estava fora do Top50 da Lista Mundial da Perseguição, ficando em 51º, e no ano anterior em 61º. O contínuo aumento é resultado de medidas altamente restritivas contra igrejas consideradas oponentes ao regime — principalmente as igrejas protestantes não registradas”, diz a entidade.

Por fim, a organização pede para que os cristãos orem em prol de mudanças no regime político de Cuba, a fim de que a liberdade religiosa seja respeitada. Também pede para que os líderes locais tenham força para resistir ao totalitarismo ideológico do regime comunista, a fim de que Deus “traga liberdade e justiça” para o país.





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