Pastora multada por fazer culto com moradores de rua vence na Justiça


Tratada como criminosa pelas autoridades na Inglaterra, uma pastora está comemorando a reviravolta na Justiça após ter sido multada em um valor superior a R$ 76 mil por realizar um culto com moradores de rua.

Em fevereiro deste ano, a pastora Chizumie Dyer realizou um culto ao ar livre, no estacionamento da igreja onde atua, com 30 moradores de rua na cidade de Nottingham, na Inglaterra. Na ocasião, ela também reuniu suprimentos que permitiram a realização de uma refeição.

Entretanto, Chizumie Dyer foi multada em £ 10 mil (que na cotação desta quarta-feira, 29 de dezembro, equivale a R$ 76,5 mil) pelas autoridades por descumprir as regras do lockdown imposto como medida sanitária para tentar conter o contágio durante a pandemia de covid-19.

A pastora, então, procurou ajuda do Christian Legal Centre (CLC), uma entidade que se propõe a prestar assistência jurídica a cristãos que estejam sofrendo processos ou intimidações governamentais descabidas.

No início de dezembro, os advogados conseguiram uma vitória para a pastora: o Tribunal de Magistrados de Nottingham decidiu a favor de Chizumie Dyer, revogando a multa, e determinando que a prefeitura da cidade pague os custos do processo, incluindo os honorários.

Chizumie Dyer concedeu uma entrevista ao canal britânico BBC News, comemorando a vitória, mas também aproveitando para se queixar do tratamento recebido por exercer sua fé e oferecer ajuda a moradores de rua.

“Sinto-me aliviada. Estou emocionada. Estar livre do tribunal é uma grande sensação de alívio. Estivemos na brecha pelos mais vulneráveis quando ninguém mais podia fazer nada. Estávamos diante de pessoas que precisavam urgentemente do nosso apoio e alguns até disseram que nós tínhamos impedido que eles cometessem suicídio”, declarou.

Os representantes do CLC também criticaram a forma como as autoridades locais se portaram: “Mesmo a pastora Dyer seguindo todas as orientações exigidas enquanto eles se reuniam, o oficial comandante denunciou o culto aos seus superiores, e eles o rotularam como uma reunião ilegal”, recapitulou um dos advogados.

Ele contou que os policiais instruíram para que fossem para o estacionamento da igreja e que, mesmo com a colaboração de todas as pessoas, as autoridades ainda assim aplicaram a pesada multa, segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).

“Estamos chegando aos sem-teto, viciados em drogas e tratá-los como criminosos foi absolutamente devastador. Fiquei desapontada com a Polícia, pois nosso objetivo nunca foi ir contra as regras”, desabafou a pastora.

Agora, com o resultado do processo, Chizumie Dyer declarou ter esperança de que seu caso demonstre o importante papel que as igrejas que mantém um ministério de assistência social para moradores de rua têm entre os menos desfavorecidos: “Espero que minha história possa mostrar às pessoas o papel vital que o ministério cristão de rua desempenha em nosso país”, finalizou.

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