Convertida à força ao Islã, adolescente foi abusada e submetida a abortos


A história de uma adolescente cristã sequestrada por extremistas muçulmanos no Paquistão é o resumo do que ocorre, frequentemente, com centenas de mulheres anualmente no país. Convertida à força ao islamismo, ela foi obrigada a abortar cinco vezes e sofreu diversos abusos.

A história de Sadaf Khan, uma adolescente paquistanesa sequestrada em 2019 e forçada a se converter ao islamismo, foi obrigada a se casar com um homem mais velho. Somente no início de 2021 ela foi resgatada e agora sua história vem a público através da entidade Christian Solidarity International (CSI).

O relato sobre a adolescente foi feito por Joel Veldkamp, membro da CSI, uma organização cristã de defesa dos Direitos Humanos: “Em fevereiro de 2019, Sadaf tinha 14 anos e foi sequestrada de sua casa. Ela simplesmente desapareceu. Os pais dela não faziam ideia de para onde ela foi”, introduziu.

“Eles receberam uma notificação da Polícia: ‘A propósito, sua filha se converteu ao Islã e agora ela é casada com um homem que é muito mais velho do que ela’”, acrescentou Veldkamp.

Os pais de Sadaf, que são cristãos em um país de maioria muçulmana, reagiram imediatamente contra a terrível notícia, contrataram um advogado e levaram o homem que havia casado sua filha ao tribunal.

A adolescente apareceu totalmente velada e proibida de falar com a mãe e o pai. Apesar de não conseguirem ver suas expressões faciais durante o processo, eles sabiam que ela estava visivelmente desconfortável e com “muito medo”.

De acordo com o relato de Veldkamp ao portal Faith Wire, a situação dos cristãos no Paquistão é marcada por injustiças, já que os crentes em Jesus Cristo são tratados como “cidadãos de segunda classe”, especialmente em situações em que as pessoas são forçosamente convertidas ao Islã.

A adolescente supostamente se tornou muçulmana apenas depois que sua vida – e a vida de seus pais – foram ameaçadas. Segundo a lei islâmica, abandonar a religião é “impensável” em algumas nações e culturas.

Essa tradição torna complicado o resgate mesmo daqueles que foram forçados a se converter à fé muçulmana, o que era exatamente a situação de Sadaf: “O sequestrador, seu suposto marido, trouxe uma certidão de nascimento falsa que dizia que ela tinha 18 anos, o que significa que ela seria livre para tomar suas próprias decisões”, contou Veldkamp.

“Então, o juiz simplesmente não permitiu que ela falasse, não fez perguntas, apenas olhou para a certidão de nascimento falsificada e disse: ‘Ok, sim, isso é bom’”. A família de Sadaf saiu do tribunal em junho de 2020 sem que a justiça fosse feita.

Essa situação se estendeu até 30 de abril de 2021, quando um advogado apoiado pela CSI conseguiu fazer com que o caso fosse ouvido por um tribunal de apelações. Na audiência, a família de Sadaf finalmente alcançou a vitória, mas a jovem veio com feridas sentimentais profundas e cicatrizes.

O tribunal de apelações decidiu que o casamento e a conversão eram ilegítimos e Sadaf estava livre para se reunir com sua família: “Ela não tinha idade suficiente para tomar essa decisão por si mesma e, felizmente, neste caso, a justiça foi feita. Ela conseguiu voltar para a casa da família e, ao chegar em casa, pôde realmente falar pela primeira vez e falar sobre o que passou”, acrescentou.

Veldkamp descreveu a provação do adolescente como “inacreditavelmente horrível”, e pontuou alguns detalhes terríveis: “É muito claro que ela foi usada, essencialmente, como uma escrava sexual e empregada doméstica por esta família. E ela nos contou que fez cinco abortos forçados durante seus 2 anos e meio de cativeiro”.

Agora, Sadaf Khan está se recuperando desde seu resgate, recebendo assistência psicológica e sendo atendida por um programa de treinamento de seis meses para se tornar esteticista, iniciativas oferecidas pela CSI à adolescente.





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